HH 223

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Para que eu soubesse como são as reuniões nos tempos, foi-me concedido entrar ali algumas vezes e ouvir as prédicas. O pregador fica num púlpito voltado para o oriente. Diante de sua face se sentam os que estão numa luz da sabedoria mais do que os outros e, aos seus lados direito e esquerdo, os que estão numa luz menor. Estão dispostos em círculo, de sorte que todas estão à vista do pregador, de um lado e de outro. Onde sua vista não alcança não fica ninguém. À porta que dá para o oriente do templo, à esquerda do púlpito, ficam os que são iniciados. A ninguém é permitido ficar depois do púlpito; se alguém fica ali, o pregador fica perturbado. Dá-se o mesmo se alguém na assembléia é discordante; por isso precisa desviar dele a face. As pregações se fazem com tal sabedoria que não lhe podem ser comparadas as que se fazem no mundo, porque nos céu estão na luz interior. Os templos aparecem como se feitos de pedra no reino espiritual e de madeira no reino celeste, pelo fato de a pedra corresponder ao vero, no qual estão os do reino espiritual, e a madeira corresponder ao bem, no qual estão os do reino celeste *162. Nesse reino, os prédios não são chamados templos, mas Casas de Deus. No reino celeste, os prédios são sem magnificência, mas com magnificência maior e menor no reino espiritual.

*162 Que a “pedra” signifique o vero (n. 114, 643, 1298, 3720, 6426, 8609, 10376). Que a “madeira” signifique o bem (n. 643, 3720, 8354). Que, por isso, os antiqüíssimos, que estavam no bem celeste, faziam as edificações de madeira (n. 3720).

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