. É do Divino vero procedente do Senhor que provém todo o poder nos céus, pois o Senhor no céu é o Divino vero unido ao Divino bem (veja-se ns. 126-140); quanto mais os anjos são recepções deste, mais são poderosos *165. Também, cada um é o seu vero e o seu bem, porque cada um é tal qual seu entendimento e o entendimento é do vero, pois que tudo o que é referente ao entendimento procede do vero; e a vontade é do bem, pois que tudo o que é referente à vontade procede do bem. Com efeito, tudo o que alguém entende a isso chama vero e tudo o que quer a isso chama bem. Assim é que cada um é seu vero e seu bem *166. Por esse motivo, quanto mais o anjo é um vero pelo Divino e um bem pelo Divino, mais é poder, porque mais o Senhor está nele. E como em um anjo não há vero e bem inteiramente semelhante ou o mesmo que em outro, porquanto no céu, assim como no mundo, existe uma variedade perpétua (n. 20), por isso um anjo não está em poder semelhante ao de outro. Estão no poder máximo aqueles que constituem os braços no Máximo Homem ou o céu, porque ali eles estão nos veros mais do que os outros e nos seus veros influi o bem de todo o céu. Também no homem o poder se transfere nos braços e todo o corpo exerce seus esforços por eles. Assim é que pelos “braços” e pelas “mãos”, na Palavra, é significado o poder *167. Assim também é que, nos céus, às vezes aparece um braço nu, que tem tanto poder que poderia esmagar tudo no caminho, mesmo se fosse uma rocha na terra; ele também veio em minha direção e percebi que poderia triturar meus ossos em migalhas.
*165 Que os anjos sejam chamados “poder” e que sejam poder pela recepção do Divino vero procedente do Senhor (n. 9639). Que os anjos sejam recipientes do Divino vero procedente do Senhor e que, por isso, na Palavra, sejam chamados “deuses” em algumas pas sagens (n. 4295, 4402, 8192, 8301, 7873, 9160).
*166 Que o homem e anjo sejam seu bem e seu vero, assim seu amor e sua fé (n. 10298, 10367). Que sejam, assim, seu entendimento e sua vontade, pois toda vida vem daí, a vida do bem sendo da vontade e a vida do vero, do entendimento (n. 10076, 10177, 1026 4, 10284).
*167 Da correspondência das mãos, braços e antebraços com o Máximo Homem ou o céu (n. 4931-4937). Que pelos “braços” e “mãos”, na Palavra, seja significado o poder (n 878, 3091, 4932, 4933, 6947, 10019).