. Mas falar com os anjos do céu não é concedido a outros além dos que estão nos veros e nos bens, principalmente no reconhecimento do Senhor e Seu Divino Humano, porque esse vero está naqueles que estão no céu, pois, como foi mostrado acima, o Senhor é o Deus do céu (ns. 2-6); o Divino do Senhor faz o céu (ns. 7-12); o Divino do Senhor no céu é o amor a Ele e a caridade para com o próximo, a qual procede d’Ele (ns. 13-19); todo o céu, num só conjunto, representa um só Homem; semelhantemente, cada sociedade do céu e cada anjo é uma perfeita forma humana e essa forma é procedente do Divino Humano do Senhor (ns. 59-86). Por essas exposições é evidente que falar com os anjos do céu não é concedido senão àqueles cujos interiores foram abertos pelos Divinos veros até o Senhor, pois nesses interiores o Senhor influi no homem e, com o Senhor, influi também o céu. Que os Divinos veros abram os interiores do homem, é porque o homem foi criado para que, quanto ao homem interno, seja uma imagem do céu e, quanto ao externo, uma imagem do mundo (n. 57); e o homem interno não é aberto senão pelo Divino vero que procede do Senhor, porque este é a luz do céu e a vida do céu (ns. 126-140).