HH 255

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Para que se sabia como é a conjunção dos anjos e dos espíritos com o homem, é permitido mencionar alguns fatos dignos de nota pelos quais esse ponto pode ser ilustrado e compreendido. Quando os anjos e os espíritos se voltam para o homem, não sabem outra coisa senão que a língua do homem é sua e que eles não têm outra. A razão disso é que então se acham na língua do homem e não na sua, de que não se recordam. Mas tão logo se afastam do homem, então se acham em sua língua angélica e espiritual, sem saberem coisa alguma da língua do homem. O mesmo se deu comigo quando estive na companhia dos anjos e no estado semelhante ao deles; então, também falei com eles em sua língua e não sabia coisa alguma da minha, da qual não me recordava. Mas tão logo não estava mais na companhia deles, estava em minha própria língua. É digno também de se lembrar que, quando os anjos e os espíritos se voltam para o homem, podem falar com ele de qualquer distância. Falaram também comigo de longe de um modo sonoro como se estivessem perto. Mas, quando se afastam do homem e falam entre si, nada absolutamente é ouvido pelo homem com quem falaram, mesmo se fosse junto ao seu ouvido. Assim se tornou evidente que toda conjunção no mundo espiritual é segundo a conversão. É digno, também, de se lembrar que muitos podem falar ao mesmo tempo com o homem e o homem com eles, porque enviam de sua parte algum espírito ao homem com quem querem falar; o espírito enviado se volta para o homem, eles se voltam para o seu espírito e, assim, concentram seus pensamentos, que o espírito profere. O espírito então não sabe outra coisa senão que fala por si, enquanto eles não sabem outra coisa senão que eles é que falam. Assim se faz a conjunção de muitos com um só também pela conversão *180. Mas, sobre esses emissários dos espíritos, que são chamados sujeitos, e sobre a comunicação por eles, serão ditas muitas coisas na seqüência.

*180 Que os espíritos enviados por sociedades de espíritos a outras sociedades se chamem sujeitos (n. 4403, 5856). Que as comunicações no mundo espiritual se façam por tais espíritos emissários (n. 4403, 5856, 5983). Que o espírito, quando é enviado e se rve como sujeito, não pense por si, mas por aqueles por quem foi enviado (n. 5985-5987).

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