. Vi, também, um escrita do céu que se faz por meio de meros números postos em ordem e em série, exatamente como na escrita de letras e palavras e fui informado que essa escrita vem do céu íntimo e que sua escrita celeste (de que se tratou acima, ns. 260, 261) se apresenta em números aos anjos dos céus inferiores, quando o pensamento flui dela. O e os numerais assim escritos encerram semelhantemente arcanos, dos quais o pensamento nada compreende nem as palavras podem exprimir. Com efeito, todos os números têm correspondência e, segundo a correspondência, significações, tal como as palavras *182, com a diferença, porém, de que os números encerram coisas gerais e as palavras, singulares; e como um só geral encerra inúmeros singulares, assim é que a escrita numeral encerra mais arcanos do que a literal. Por aí tornou-se-me evidente que os números, na Palavra, significam coisas iguais às palavras ali. Pode-se ver nos Arcanos Celestes, onde se tratou disso, o que significam os números simples, como 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12 e os compostos, 20, 30, 50, 70, 100, 144, 1000, 10000, 12000 e outros. Nessa escrita, no céu, põe-se sempre na frente um número de que os seguintes, em série, dependem como de seu sujeito, pois esse número é, por assim dizer, um índice da coisa de que se trata e do qual há determinação dos números seguintes para a coisa em particular.
*182 Que todos os números na Palavra signifiquem coisas (n. 482, 487, 647, 648, 755, 813, 1963, 1988, 2075, 2252, 3252, 4264, 4670, 6175, 9488, 9659 10217, 10253). Mostrado do céu (n. 4495, 5265). Que os números multiplicados signifiquem coisas semelhant es às dos números simples de que se faz a multiplicação (n. 5291, 5335, 5708, 7973). Que os antiqüíssimos tiveram arcanos celestes em números como um compêndio eclesiástico (n. 575).