HH 272

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que os anjos possam receber tanta sabedoria, às causas acima citadas se acrescenta esta, que também é a primeira no céu: é que estão destituídos do amor de si, pois quanto mais alguém é destituído desse amor, mais pode saber sobre as coisas Divinas. O amor de si é que fecha os interiores para o Senhor e para o céu e abre os exteriores e os volta para si; por causa disso, todos os que são dominados por esse amor estão em trevas quanto às coisas que são do céu, por mais que esteja na luz quanto às coisas que são do mundo. Os anjos, porém, pelo contrário, como estão destituídos desse amor, estão na luz da sabedoria, pois que os amores celestes, em que estão os que se acham no amor ao Senhor e no amor para com o próximo, abrem os interiores, pois esses amores vêm do Senhor e é, neles, o Senhor mesmo. (Que esses amores façam o céu no geral e formem o céu em cada um em particular, veja-se acima, ns. 13-19). Como os amores celestes abrem os interiores para o Senhor, por isso também todos os anjos voltam suas faces para o Senhor (n. 142), pois no mundo espiritual é o amor que volta para si os interiores de cada um e o que volta os interiores também volta a face, pois a face ali age em união com os interiores; ela é, com efeito, a forma externa dos interiores. Como o amor volta para si os interiores e a face, por isso também se conjunta a eles, porque o amor é a conjunção espiritual, pelo que também comunica suas coisas com eles. Por essa conversão e, assim, pela conjunção e comunicação, os anjos têm sabedoria. (Que toda conjunção no mundo espiritual seja segundo a conversão, veja-se acima, n. 255).

📚 Versão Impressa

Para estudo mais confortável, adquira esta obra em formato impresso.