. Todos os que estão no bem da inocência são tocados pela inocência e quanto mais alguém está nesse bem, mais é tocado. Os que, porém, não estão no bem da inocência não são tocados por ela; por isso, todos os que estão nos infernos são inteiramente contra a inocência, nem sabem o que a inocência é. Ao contrário, eles são tais que, quanto mais alguém é inocente, mais se abrasam do desejo de lhe causar dano. Por isso é que não suportam ver crianças; assim que as vêem, inflamam-se com uma cruel cobiça de lhes fazer mal. Por aí se tornou evidente que o proprium do homem e, assim, do amor de si, é contra a inocência, pois todos os que estão no inferno estão no proprium e, assim, no amor de si *197.
*197 Que o proprium do homem seja se amar mais do que a Deus e ao mundo mais do que ao céu e nada fazer ao próximo comparado a si; assim, que seja o amor de si e do mundo (n. 694, 731, 4317, 5660). Que os maus sejam inteiramente contra a inocência, a pon to de não suportarem sua presença (n. 2126).