. Há dois íntimos do céu: a inocência e a paz. São chamados íntimos porque procedem imediatamente do Senhor. É da inocência que procede todo bem do céu e é da paz que procede todo prazer do bem. Todo bem tem seu prazer. Um e outro, tanto o bem quanto o prazer, pertencem ao amor, pois aquilo que é amado se chama bem e também é percebido como prazer. Assim, segue-se que esses dois íntimos, que são a inocência e a paz, procedem do Divino amor do Senhor e tocam os anjos desde os íntimos. Que a inocência seja o íntimo do bem, veja-se no capítulo precedente, onde se tratou do estado de inocência dos anjos do céu. Mas que a paz seja o íntimo do prazer proveniente do bem da inocência, é o que se vai explicar agora.