. Como daí vêm as origens da paz, por isso o Senhor Se chama “Príncipe da paz” e diz que a paz vem d’Ele e que n’Ele está a paz. Os anjos também são chamados “anjos de paz” e, o céu, “habitação de paz”, como nas seguintes passagens: “Um menino nos nasceu, um Filho Se nos deu, sobre cujo ombro [está] o principado; e Seu nome se chamará Maravilhoso, Conselheiro, Deus, Herói, Pai da eternidade, Príncipe da paz; da multiplicação do principado e da paz não haverá fim” (Isa. 9: 6, 7). Jesus disse: “A paz vos deixo, a Minha paz vos dou; não como o mundo dá, Eu vo-la dou” (Jo. 14:27). “Estas coisas vos disse para que em Mim tenhais paz” (Jo. 16:33). “Levante JEHOVAH suas faces para ti e te dará a paz” (Núm. 6:26). “Os anjos de paz pranteiam, devastadas estão as veredas” (Isa. 33:7, 8). “Será a obra da justiça a paz e Meu povo habitará numa habitação de paz” (Isa. 32:17, 18). Que seja a paz Divina e celeste que se entende pela “paz” na Palavra, pode-se ver também por outras passagens onde ela é citada, como em Isa. 52:7; 54:10; 59:8; Jer. 16:5; 25:37; 29:11; Ag. 2:9; Zac. 8:12; Sal. 37:37 e outras passagens. Como a paz significa o Senhor e o céu e, também, a alegria celeste e o prazer do bem, por isso as saudações nos tempos antigos e, assim, também hoje, são “A paz esteja convosco”, o que o Senhor também confirmou, dizendo aos discípulos a quem enviou: “Na casa em que entrardes, primeiro direis: A paz esteja nesta casa e se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz” (Luc. 10:5, 6). E, também, o Senhor mesmo, quando apareceu aos apóstolos, disse: “Paz esteja convosco” (Jo. 20:19, 21, 26). O estado de paz é também entendido, na Palavra, pelo que foi dito de JEHOVAH, que respirou “o odor de repouso”, como em Êx. 29:18, 25, 41; Lev. 1:9, 13, 17; 2:2, 9; 6:8, 14; 23:12, 13, 18; Núm. 15:3, 7, 13; 28:6, 8, 13; 29:2, 6, 8, 13, 36. Pelo “odor de repouso”, no sentido celeste, é significada a percepção da paz *199. Visto que a “paz” significa a união do Divino mesmo com o Divino Humano no Senhor e a conjunção do Senhor com o céu e com a igreja, como também a Sua conjunção com todos no céu e na igreja que O recebem, por isso o sabbath foi instituído em memorial disso e foi assim nomeado pelo repouso ou paz e foi um representativo santíssimo da igreja. Por isso o Senhor Se chamou “Senhor do sabbath” *200 (Mat. 12:8; Mc. 2:27, 28; Luc. 6:5). *199 Que “odor”, na Palavra, signifique o perceptivo do que é agradável ou desagradável segundo a qualidade do amor e da fé a que se refere (n. 3577, 4626, 4628, 4748, 5621, 10292). Que “odor de repouso”, onde se trata de JEHOVAH, seja o perceptivo da pa z (n. 925, 10054). Que, por isso, os incensos, as exalações e os odores nos óleos e ungüentos se tornaram representativos (n. 925, 4748, 5621, 10177). *200 Que o “sabbath”, no sentido supremo, tenha significado a união do Divino mesmo com o Divino Humano no Senhor; no sentido interno, a conjunção do Divino Humano do Senhor com o céu e com a igreja; em geral, a conjunção do bem e do vero, assim, o casam ento celeste (n. 8495, 10356, 10730). Daí, que o “repouso no dia do sabbath” tenha significado o estado dessa união, porque então o Senhor descansa e, por isso, há paz e salvação nos céus e nas terras; e, no sentido relativo, a conjunção do Senhor com o homem, porque então ele tem paz e salvação (n. 8494, 8510, 10360, 10367, 10370, 10374, 10668, 10730).