. Há em cada homem espíritos bons e espíritos maus. Pelos espíritos bons se faz a conjunção do homem com o céu e, pelos espíritos maus, com o inferno. Esses espíritos estão no mundo dos espíritos, que é o meio entre o céu e o inferno e do qual se tratará em particular na seqüência. Esses espíritos, quando vêm para um homem, entram em toda a sua memória e, assim, em todo o seu pensamento; os espíritos maus nas coisas que são más na memória e no pensamento, mas os bons nas coisas que são boas na memória e no pensamento. Os espíritos não sabem, absolutamente, que estão no homem, mas, quando aí estão, crêem que são suas todas as coisas que se acham na memória e no pensamento do homem. Tampouco vêem o homem, porque as coisas que estão no nosso mundo solar não entram na sua visão *204. O Senhor toma o maior cuidado para que os espíritos não saibam que estão no homem, pois, se o soubessem falariam com ele e, então, os espíritos maus o destruiriam, porque os maus espíritos, por serem conjuntos ao inferno, nada cobiçam mais do que destruir o homem, não somente quanto à alma, isto é, quanto à fé e ao amor, mas também quanto ao corpo. Dá-se de modo diferente quando não falam com o homem e não sabem que são dele as coisas que pensam e também falam entre si, porquanto falam entre si também pelo homem, mas crêem que são por suas idéias e cada um estima e ama o que é seu. Assim os espíritos são levados a amar e estimar o homem, embora não o saibam. Que haja tal conjunção dos espíritos com o homem, é o que uma experiência contínua de muitos anos me deu a conhecer, de modo que nada se me tornou mais conhecido. *204 Que em cada homem haja anjos e espíritos e que por eles haja comunicação do homem com o mundo espiritual (n. 697, 2796, 2886, 2887. 4047, 4048, 5846-5866, 5976-5993). Que o homem não possa viver sem os espíritos em si (n. 5993). Que o homem não apar eça aos espíritos, assim como os espíritos não aparecem ao homem (n. 5862). Que o espírito não possa ver coisa alguma do que há no nosso mundo solar no homem, exceto naquele com quem eles falam (n. 1880).