. No que concerne à conjunção do céu com o gênero humano, deve-se saber, além disso, que o Senhor mesmo influi em cada homem segundo a ordem do céu, tanto nos seus íntimos quanto nos seus últimos e os dispõe para receber o céu; governa os seus últimos pelos seus íntimos e, ao mesmo tempo, os íntimos pelos seus últimos e, assim, contém todas e cada uma das coisas em conexão. Esse influxo do Senhor se chama influxo imediato. Mas o outro influxo, que se faz pelos espíritos, se chama influxo mediato. Este subsiste por aquele. O influxo imediato, que é do Senhor mesmo, é pelo Seu Divino Humano e está na vontade do homem e, pela vontade, em seu entendimento, assim, no bem do homem e, pelo bem, em seu vero. Ou, o que é a mesma coisa, no amor e, pelo amor, na sua fé, mas não vice-versa e ainda menos na fé sem o amor, ou no vero sem o bem ou no entendimento que não procede da vontade. Esse influxo Divino é perpétuo e é recebido no bem nos bons, mas não nos maus, em quem é rejeitado ou sufocado ou pervertido. Assim é que a vida má é a morte no sentido espiritual *207. *207 Que haja influxo imediato proveniente do Senhor e também mediato pelo mundo espiritual (n. 6063, 6307, 6472, 9682, 9683). Que o influxo imediato do Senhor seja nas coisas mais singulares de todas (n. 6058, 6474-6478, 8717, 8728). Que o Senhor influa nos primeiros e, ao mesmo tempo, nos últimos; de que maneira (n. 5147, 5150, 6473, 7004, 7007, 7270). Que o influxo do Senhor seja no bem no homem e, pelo bem, no vero, não vice-versa (n. 5482, 5649, 6027, 8685, 8701, 10153). Que a vida que influi do Se nhor seja variada segundo o estado do homem e segundo a recepção (n. 2888, 5986, 6472. 7343). Que nos maus, o bem que influi do Senhor seja convertido em mal e o vero em falso; por experiência (n. 3642, 3743, 4632). Que quanto mais o mal e, assim, o fals o, não impedem, mais o bem e, assim, o vero, que continuamente influi do Senhor, é recebido (n. 2411, 3142, 3147, 5828).