. Que o céu seja proveniente do gênero humano, pode-se ver também por isso, que as mentes angélicas e as mentes humanas são semelhantes. Umas e outras desfrutam da faculdade de entender, de perceber e de querer; umas e outras foram formadas para receber o céu, pois a mente humana tem o saber como a mente angélica, mas não sabe tanto no mundo porque está num corpo terrestre e nele a sua mente espiritual pensa naturalmente. Mas é diferente quando são rompidos os vínculos com o corpo, pois então não pensa mais naturalmente, mas espiritualmente e quando pensa espiritualmente, pensa coisas incompreensíveis e inexplicáveis ao homem natural e, assim, tem o saber como os anjos. Por aí se pode ver que o homem interno, que se chama seu espírito, é, em sua essência, um anjo (veja-se acima, n. 57) *217. E que, quando está livre do corpo terrestre, está na mesma forma humana que os anjos (que o anjo tenha perfeita forma humana, veja-se acima, ns. 73-77). Quando, porém, o interno do homem não é aberto por cima mas somente por baixo, então, após a liberação do corpo, está na forma humana, mas uma forma medonha e diabólica, porquanto não pode olhar acima, para o céu, mas somente abaixo, para o inferno. *217 Que haja tantos graus de vida no homem quantos são os céu e que sejam abertos após a morte segundo a sua vida (n. 3747. 9594). Que o céu esteja no homem (n. 3884). Que os homens que vivem a vida do amor e da caridade tenham em si a sabedoria angélic a, mas velada; e que a essa sabedoria venham após a morte (n. 2494). Que, na Palavra, o homem que recebe o bem do amor e da fé no Senhor seja chamado anjo (n. 10528).