. As crianças que morrem são igualmente crianças na outra vida; têm semelhante disposição, semelhante inocência na ignorância e semelhante ternura em todas as coisas. Estão somente na iniciação para que possam se tornar anjos, pois que as crianças não são anjos, mas se tornam anjos. Com efeito, cada um que sai do mundo está no mesmo estado de sua vida, a criança no estado da criança, o menino no estado de menino, o adolescente, o varão, o velho, nos estado de adolescência, virilidade e velhice. Mas o estado de cada um é mudado após a morte; o estado das crianças, porém, excede o estado dos demais pelo fato de estarem na inocência e de não se ter ainda enraizado nelas o mal por uma vida ativa. E tal é a inocência que podem ser implantadas nelas todas as coisas do céu, pois que a inocência é o receptáculo dos veros da fé e dos bens do amor.