. As crianças são instruídas principalmente por meio de representativos adequados ao seu gênio, que são tão belos e, ao mesmo tempo, cheios de tal sabedoria vinda do interior, que ninguém poderia acreditar. Assim lhes é gradualmente insinuada a inteligência que tem a sua alma no bem. É lícito citar aqui dois representativos que me foram concedidos ver, pelo que se pode concluir a respeito do resto. Primeiro eles representavam o Senhor subindo do sepulcro e, ao mesmo tempo, a união de Seu Humano com o Divino. Isto se fazia de um modo tão sábio que excederia toda a sabedoria humana, mas, ao mesmo tempo, de um modo inocente e infantil. Representavam também a idéia do sepulcro, mas não junto com a idéia do Senhor, a não ser tão remotamente que mal se percebesse que era o Senhor, mesmo assim de longe, por assim dizer. A razão era que a idéia do sepulcro tem em si algo de fúnebre que, por isso, eles afastavam. Depois, introduziam cuidadosamente no sepulcro uma espécie de atmosfera parecendo algo tênue e aquoso, com o que significavam – também de forma convenientemente remota – a vida espiritual no batismo. Em seguida, vi ser representado por eles a descida do Senhor aos presos e a subida com eles para o céu e isso com uma prudência e uma piedade incomparáveis. E o que havia de infantil era que faziam descer fios quase imperceptíveis, muito leves e finíssimos, com que elevavam o Senhor na ascensão, sempre com um santo temor de que houvesse no representativo alguma coisa em que não houvesse o espiritual celeste. Além de outros representativos em que elas estão, como as brincadeiras infantis de acordo com as disposições, por cujo meio são conduzidas aos conhecimentos dos veros e às afeições do bem.
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