. Falei com os anjos sobre as crianças, se elas são puras do mal, porque nelas não há nenhum mal ativo, como nos adultos. Mas foi-me dito que elas estão igualmente no mal; e mais, que elas também nada são a não ser o mal *226. Mas elas, assim como todos os anjos, são desviadas do mal e mantidas no bem pelo Senhor, ao ponto de parecerem como se estivessem no bem por si. Por isso, também, as crianças, depois que se tornam adultas no céu, para que não fiquem numa opinião falsa a seu próprio respeito, de que o bem nelas é proveniente de si mesmas e não do Senhor, são, às vezes, respostas em seus males que receberam pelo hereditário e neles são deixadas, até que saibam, reconheçam e creiam que assim é. Uma delas, que morreu quando criança mas cresceu no céu, estava nessa opinião. Era filho de um rei. Por isso, foi reposto na vida dos males inatos e, então, percebi, pela esfera de sua vida, que tinha a disposição de mandar nos outros e considerava os adultérios como nada, coisas que lhe vieram dos males hereditários de seus pais. Mas, depois que reconheceu ser tal, foi de novo recebido entre os anjos com quem estivera antes. Na outra vida, ninguém jamais sofre pena por causa do mal hereditário, porque não é seu, assim, não tem culpa de ser tal, mas por causa do mal ativo que é seu, assim, por quanto do mal hereditário se tenha apropriado como seu por uma vida ativa. Que as crianças, quando se tornam adultas, sejam repostas no estado de seus males hereditários, não é para que sofram a pena, mas para que saibam que por si mesmas nada são senão o mal e que, pela misericórdia do Senhor, foram tiradas do inferno que está nelas e levadas ao céu e que estão no céu não por mérito seu, mas pelo Senhor. E, assim, para que não se vangloriem diante dos outros por causa do bem que está nelas, porquanto isso é contra o bem do amor mútuo, assim como é contra o vero da fé. *226 Que os homens, quaisquer que sejam, nasçam nos males de todo gênero, a ponto de o proprium deles não ser outra coisa senão o mal (n. 210, 215, 731, 874-876, 987, 1047, 2307, 2308, 3518, 3701, 3812, 8480, 8550, 10283, 10284, 10286, 10732). Que o home m, por isso, deva nascer de novo, isto é, ser regenerado (n. 3701). Que o mal hereditário do homem seja amar a si mesmo mais do que a Deus e ao mundo mais do ao céu e nada fazer ao próximo em relação a si, a não ser por causa de si, somente, assim, a si próprio; portanto, que esteja no amor de si e do mundo (n. 694, 731, 4317, 5660). Que pelo amor de si e do mundo, quando são predominantes, todas as coisas sejam más (n. 1307, 1308, 1321, 1594, 1691, 3413, 7255, 7376, 7488, 7489, 8318, 9335, 9348, 10038, 10742). O que são o desprezo pelos outros, as inimizades, os ódios, os desejos de vingança, a fúria e o dolo (n. 6667, 7372, 7373, 7374, 9348, 10338, 10742). E que desses males procedam todo o falso (n. 1047, 10283, 10284, 10286). Que esses amores se ir rompam tanto quanto se lhes relaxem os freios e o amor de si até ao trono de Deus (n. 7375, 8678).