. Pelos “justificadores de muitos” se entendem os que são sábios e, no céu, são chamados sábios os que estão no bem; ali, estão no bem os que aplicam os Divinos veros imediatamente à vida, pois o Divino vero se torna bem quando se torna da vida, pois torna-se da vontade e do amor e tudo o que é da vontade e do amor se chama bem; esses, por isso, se chamam sábios, pois a sabedoria é da vida. Chamam-se inteligentes, porém, os que não aplicam imediatamente os Divinos veros, mas primeiro na memória, de onde depois tiram e praticam na vida. De que maneira e em que medidas estes e aqueles diferem no céu, pode-se ver no capítulo onde se trata dos dois reinos do céu, celeste e espiritual (n. 20-28) e no capítulo onde se trata dos três céus (n. 29-40). Os que estão no reino celeste do Senhor, conseqüentemente, os que estão no terceiro ou íntimo céu, são chamados justos, pelo fato de nada da justiça atribuírem a si, mas tudo ao Senhor. A justiça do Senhor no céu é o bem que procede do Senhor *228. Por isso são eles que se entendem aqui pelos “justificadores” e são também aqueles a cujo respeito o Senhor disse: “Os justos resplandecerão como sol no reino do Meu Pai” (Mat. 13:43); que eles brilhem como sol, é porque estão no amor ao Senhor pelo senhor e esse amor é o que se entende pelo “sol” (veja-se acima, n. 116-125). Também, a luz que há neles é flamejante e as idéias de seus pensamentos tiram do flamejante, porque recebem os bens do amor imediatamente do Senhor como Sol no céu. *228 Que o mérito e a justiça do Senhor seja o bem que reina no céu (n. 9486, 9983). Que o “justo” e o “justificado” sejam aqueles a quem são adjudicados o mérito e a justiça do Senhor e “injustos” aqueles que estão na sua própria justiça e seu mérito (n . 5069, 9263). Quais são, na outra vida, os que reivindicam para si a justiça (n 942, 2027). Que a “justiça”, na Palavra, se diga do bem e o “juízo”, do vero; assim, “fazer justiça e juízo” é [fazer] o bem e o vero (n. 2235, 9857).