. Contrária é, porém, a sorte dos ricos que não creram no Divino e rejeitaram de sua mente as coisas que são do céu e da igreja. Esses estão no inferno, onde há sordidez, miséria e indigência, nas quais se tornam as riquezas que são amadas como fim. Não somente as riquezas, mas também os próprios usos, que consistem, ou em viver a seu modo, a indulgenciar volúpias, para se entregarem mais plena e mais livremente às iniqüidades, ou em se elevar acima dos outros, que são desprezados. Essas riquezas e esses usos, que nada têm em si de espiritual, mas de terrestre, são sórdidos. Com efeito, o espiritual nas riquezas e nos usos das riquezas é como a alma no corpo e como a luz do céu no humo úmido e também apodrecem como o corpo sem alma e como a umidade do humo sem a luz do céu. Esses são aqueles que as riquezas seduziram e removeram do céu.
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