. Cada um, tanto o varão como a mulher, desfrutam de um entendimento e uma vontade, entretanto, no varão predomina o entendimento e na mulher predomina a vontade e o homem é segundo o que nele predomina. Mas nos casamentos nos céus não existe predomínio algum, pois a vontade da esposa é também a do marido e o entendimento do marido é também o da esposa, porquanto um ama querer e pensar como o outro, assim mútua e reciprocamente, do que decorre a sua conjunção em um. Essa conjunção é uma conjunção real, porque a vontade da esposa entra no entendimento do marido e o entendimento do marido na vontade da esposa e isso principalmente quando se olham face a face, pois, como foi dito acima muitas vezes, existe nos céus uma comunicação dos pensamentos e das afeições, ainda mais de cônjuge com cônjuge, porque se amam mutuamente. Por aí se pode ver qual é a conjunção das mentes que faz o casamento e produz o amor conjugal nos céus, a saber, é que um quer que suas coisas sejam do outro e isso reciprocamente.
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