. Que o Divino procedente do Senhor influa principalmente no amor conjugal, é porque o amor conjugal descende da conjunção do bem e do vero, pois, como foi dito acima, quer se diga conjunção do entendimento e da vontade, ou conjunção do bem e do vero, é a mesma coisa. A conjunção do bem e do vero tira sua origem do Divino amor do Senhor para com todos os que estão nos céus e nas terras. Do Divino amor procede o Divino bem e o Divino bem é recebido pelos anjos e pelos homens nos Divinos veros. O único receptáculo do bem é o vero. Por causa disso, ninguém pode receber coisa alguma do Senhor e do céu se não estiver nos veros. Por isso, quanto mais os veros são conjuntos ao bem no homem, mais o homem está conjunto ao Senhor e ao céu. Daí procede, então, a origem mesma do amor conjugal, pois ele é o plano mesmo do influxo Divino. Assim é que a conjunção do bem e do vero nos céus se chama casamento celeste e o céu, na Palavra, é comparado a um casamento e também é chamado casamento. Assim é, também, que o Senhor é chamado Noivo e Marido, e o céu com a Igreja, Noiva e, também, Esposa *246.
*246 Que o amor verdadeiramente conjugal tire sua origem, causa e essência do casamento do bem e do vero, assim, que seja proveniente do céu (n. 2728, 2729). Sobre espíritos angélicos que têm percepção se há o conjugal pela idéia da conjunção do bem e do vero (n. 10756). Que o amor conjugal seja inteiramente como a conjunção do bem e do vero (de que se trata nos n. 1904, 2173, 2429, 2508, 3101, 3102, 3155, 3179, 3180, 4358, 5807, 5835, 9206, 9495, 9617). De maneira se faz a conjunção do bem e do vero e em quem isto se faz (n. 3834, 4096, 4097, 4301, 4345, 4353, 4364, 4368, 5365, 7623-7627, 9258). Que não se saiba o que é o amor verdadeiramente conjugal a não ser por aqueles que estão nos bens e veros pelo Senhor (n. 10171). Que, na Palavra, pelo “casam ento” se entenda o casamento do bem e do vero (n. 3132, 4434, 4835). Que no amor verdadeiramente conjugal esteja o reino do Senhor e o céu (n. 2737).