. Qualquer um sabe que dois cônjuges que se amam são interiormente unidos e que o essencial do casamento é a união das disposições ou mentes. Assim também se pode saber que quais são em si as disposições ou mentes, tal é a união e também tal é o amor entre eles. A mente é formada unicamente pelos veros e bens, pois todas as coisas que estão no universo se referem ao bem e ao vero e, também, à conjunção destes. Por isso a união das mentes é absolutamente tal quais são os veros e bens de que as mentes foram formadas. Conseqüentemente, é perfeitíssima a união das mentes que foram formadas de veros e bens genuínos. Deve-se saber que nada se ama mutuamente mais do que o vero e o bem; por isso é que desse amor descende o amor verdadeiramente conjugal *247. O falso e o mal se amam também, mas esse amor é depois mudado em inferno.
*247 Que todas as coisas no universo, tanto no céu quanto no mundo, se refiram ao bem e ao vero (n. 2452, 3166, 4390, 4409, 5232, 7256, 10122) e à conjunção de ambos (n. 10555). Que haja um casamento entre o bem e o vero (n. 1904, 2173, 2508). Que o bem ame o vero e pelo amor o deseje, como também deseja a conjunção deste consigo; e que, assim, estejam no esforço perpétuo da conjunção (n. 9206, 9207, 9495). Que a vida do vero seja proveniente do bem (n. 1589, 1997, 2572, 4070, 4096, 4097, 4736, 4757, 48 84, 5147, 9667). Que o vero seja a forma do bem (n. 3049, 3180, 4574, 9154). Que o vero em relação ao bem seja como a água em relação ao pão (n. 4976)