. [Segundo] Os casamentos nos céus diferem dos casamentos nas terras no fato de os casamentos na terra serem, também, por causa da procriação da prole, mas não no céu. Em lugar dessa procriação há, nos céus, a procriação do bem e do vero. Que haja essa procriação em lugar daquela, é porque o seu casamento é o casamento do bem e do vero, como foi mostrado acima e, nesse casamento, o bem e o vero, bem como a sua conjunção, são amados acima de todas as coisas. Por isso, são essas coisas que são propagadas nos céus. Assim é que pelas “natividades” e “gerações”, na Palavra, são significadas as natividades e gerações espirituais, que são do bem e do vero; por “mãe e pai”, o bem conjunto ao vero, que procria; pelos “filhos e filhas”, os veros e bens que são procriados; e pelos “genros e noras”, as conjunções destes; e assim por diante *250. Por aí é evidente que os casamentos nos céus não são como os casamentos nas terras. Nos céus há núpcias espirituais, que não devem ser chamadas núpcias, mas conjunções das mentes pelo casamento do bem e do vero. Nas terras, porém, há núpcias, porque não são somente do espírito, mas também da carne. E como não há núpcias nos céus, por isso dois cônjuges ali não são referidos como marido e esposa, mas cada cônjuge, pela idéia angélica da conjunção de duas mentes em uma, é chamado por um nome que significa seu mútuo no outro e vice-versa. Por aí se pode saber de que maneira devem ser entendidas as palavras do Senhor a respeito das núpcias (Lucas 20:35, 36). *250 Que as “concepções,” os “partos” e as “natividades” e as “gerações” signifiquem espirituais tais que são do bem e do vero, ou do amor e da fé (n. 613, 1145, 1755, 2020, 2584, 3860, 3868, 4070, 4668, 6239, 8042, 9325, 10249). Que, assim, “geração” e “natividade” signifiquem a regeneração e o renascimento pela fé e pelo amor (n. 5160, 5598, 9042, 9845). Que “mãe” signifique a igreja quanto ao vero, assim, também, o vero da igreja. “Pai”, a igreja quanto ao bem, assim, também, o bem da igreja (n. 2691 , 2717, 3703, 5581, 8897). Que os “filhos” signifiquem as afeições do vero, assim, os veros (n. 489, 491, 533, 2623, 3373, 4257, 8649, 9807). Que as “filhas” signifiquem as afeições do bem, assim, os bens (n. 489, 490, 491, 2362, 3963, 6729, 6775, 6778, 9055). Que o “genro” signifique o vero associado à afeição do bem (n. 2389). Que a “nora” signifique o bem associado ao seu vero (n. 4843).