. Mostrou-se-me de que maneira os prazeres do amor conjugal progridem para o céu e os prazeres do adultério para o inferno. A progressão dos prazeres do amor conjugal para o céu era em beatitudes e felicidades continuamente, cada vez mais numerosas e inexplicáveis e, interiormente, ainda mais inumeráveis e mais inexplicáveis, até às do céu íntimo ou céu da inocência e isso na máxima liberdade, porque toda liberdade vem do amor, assim, a máxima liberdade vem do amor conjugal, que é o amor celeste mesmo. Mas a progressão do adultério era para o inferno e, gradualmente, até os ínfimos, onde nada há senão o que é medonho e horrendo. Tal é a sorte reservada aos adúlteros após sua vida no mundo. Pelos adúlteros se entendem os que percebem prazer nos adultérios e nenhum prazer nos casamentos.