. No céu, nos usos eclesiásticos estão aqueles que, no mundo, amaram a Palavra e, pelo desejo, inquiriram ali os veros não por causa da honra ou do ganho, mas por causa do uso da vida, a sua e a dos outros. Esses, segundo o amor e o desejo do uso, estão na iluminação e na luz da sabedoria, à qual também vieram pela Palavra nos céus, que não é natural como no mundo, mas espiritual (veja-se acima, n. 259). Esses desempenham o cargo de pregadores e aí, segundo a ordem Divina, aqueles que pela iluminação excedem os outros em sabedoria estão em posições superiores. Nos usos civis estão aqueles que no mundo amaram a pátria e o seu bem comum e fizeram o que é justo e direito pelo amor do justo e do direito; esses, tanto quanto pelo desejo do amor, inquiriram as leis de justiça e daí se fizeram inteligentes, na mesma proporção estão nos ofícios de administrar nos céus, o que também administram na posição ou no grau em que está a sua inteligência, que também é no mesmo grau do amor dos usos para o bem comum. Além disso, há no céu tantos ofícios e tantas administrações e também tantas obras, que não podem ser enumeradas, por causa da quantidade. No mundo há poucas, relativamente. Todos, quaisquer que sejam, estão no prazer de suas obras e de seu trabalho pelo amor dos usos e ninguém pelo amor de si ou do lucro, nem alguém tem amor do lucro por causa da vida, porque todas as necessidades da vida lhes são dadas gratuitamente: habitam gratuitamente, vestem-se gratuitamente e se alimentam gratuitamente. Por aí é evidente que aqueles que amaram a si e ao mundo mais do que ao uso não têm sorte alguma no céu, porque, após a vida no mundo, permanece em cada um seu amor ou sua afeição, que não pode ser extirpado na eternidade (veja-se acima, n. 363).
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