HH 418

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que o céu do Senhor seja imenso, é ainda o que se pode ver por isso, que o céu em todo o conjunto representa um só Homem e também corresponde a todas e cada uma das coisas que estão no homem. Essa correspondência nunca pode ser completa, porquanto é uma correspondência não somente com cada um dos membros, órgãos e vísceras do corpo em geral, mas também no particular e no singular com todas e cada uma das coisas das menores vísceras e dos menores órgãos que há dentro delas, até mesmo com cada um dos vasos e fibras. E não somente com esses, mas também com as substâncias orgânicas que recebem mais interiormente o influxo do céu, donde vêm ao homem as atividades interiores que servem às operações de sua mente, pois tudo o que existe interiormente no homem, existe nas formas que são substâncias. Com efeito, o que não existe nas substâncias como sujeitos, nada é. Há correspondência de tudo isso com o céu, como se pode ver no capítulo em que se tratou da correspondência de tudo do céu com tudo do homem (n. 87-102). Essa correspondência nunca pode ser completa, porque, quanto maior é o número das consociações angélicas que correspondem a um membro, mais perfeito é o céu. Com efeito, toda perfeição nos céus aumenta segundo a pluralidade. A razão de a perfeição nos céus aumentar segundo a pluralidade é porque há ali um fim único para todos e todos consideram unanimemente esse fim. Tal fim é o bem comum que, quando reina, há também o bem de cada um pelo bem comum e pelos bens de cada um há o bem comum. Isso acontece porque o Senhor volta para Si todos os que estão no céu (veja-se acima, n. 123) e, por esse modo, faz que sejam um em Si. Que a unanimidade e a concórdia de muitos, principalmente de tal origem e de tal vínculo, produzam a perfeição, cada um pode perceber pela razão, por pouco que seja esclarecida.

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