. O mundo dos espíritos aparece como um vale entre montanhas e rochas, rebaixado e elevado aqui e ali. As portas e as entradas para as sociedades celestes não aparecem. As portas e entradas para as sociedades celestes só aparecem àqueles que foram preparados para o céu e não são encontradas por outros. Existe uma entrada do mundo dos espíritos para cada sociedade e, depois dela, um caminho que, na subida, diverge em muitos. As portas e as entradas para o inferno só parecem àqueles que ali devem entrar, a quem então se abrem; essas aberturas parecem antros sombrios e como que fuliginosos, tendendo para baixo, obliqua e profundamente, onde, de novo, há outras entradas. Daqueles antros exalam vapores perniciosos e fedores, de que os bons espíritos fogem, por lhes ter aversão, mas que os maus espíritos procuram por lhes são deleitáveis. Porque, assim como cada um se deleita com seu mal no mundo, também depois da morte se deleita com o fedor que corresponde ao seu mal. Nisso podem ser comparados às aves de rapinas e feras, como os corvos, lobos e porcos que, ao perceberem o mau cheiro, voam e correm para as coisas cadaverosas e excrementícias. Ouvi alguém gritando bem alto, como se interiormente atormentado, quando atingindo por uma emanação efluindo do céu e tranqüilo e feliz, quando o atingia uma emanação efluindo do inferno.