. Deve-se saber que a forma humana de cada homem, após a morte, é tanto mais bela quanto mais ele tiver amado os Divinos veros e vivido segundo eles. Pois os interiores de cada um são abertos e formados segundo a vida de seu amor. Por isso, quanto mais interior é a afeição, mais é conforme o céu e, assim, mais formosa é a face. Assim, os anjos que estão no céu íntimo são belíssimos, porque são formas do amor celestes. Aqueles que, porém, amaram os Divinos veros mais exteriormente e, assim, viveram mais exteriormente segundo eles, são menos belos, porque somente os exteriores brilham por sua face e o amor celeste interior não transluz pelos exteriores, por conseguinte, não na forma do céu qual é em si mesma; aparece algo relativamente obscuro que procede de sua face, não vivificado pela transparência da luz da vida interior. Numa palavra, toda perfeição aumenta para os interiores e diminui para os exteriores. E, assim como a perfeição, também a beleza aumenta e diminui. Vi as faces angélicas do terceiro céu que eram tais que nunca pintor algum poderia, com toda a sua arte, dar às cores algo de tal luz que igualasse a milésima parte da luz e da vida que aparecem em suas faces. Mas as faces dos anjos do céu extremo podem ser igualadas até certo ponto.
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