HH 466

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Quais são essas memórias, é o que na outra vida às vezes se apresenta em formas que só ali aparecem (ali se apresentam à vista muitas coisas que no homens, por sua vez, caem somente em idéias). A memória interior é ali apresentada à aparência em forma de um calo e a interior em forma de uma substância medulosa, como é a do cérebro humano. Assim, também, dá-se a saber quais elas são. Naqueles que, na vida do corpo, se aplicaram somente à memória e, assim, não cultivaram o seu racional, a calosidade aparece dura e como estriada por tendões interiormente. Naqueles que encheram a memória com falsidades, aparece capilar e hirsuta, por causa do acúmulo desordenado das coisas. Naqueles que se aplicaram a memória por causa do amor de si e do mundo, aparece conglutinada e ossificada. Naqueles que quiseram penetrar nos arcanos Divinos por meio dos conhecimentos, principalmente os filosóficos, sem acreditar antes de serem por eles persuadidos, nesses aparece uma memória tenebrosa, como as coisas que, na natureza, absorvem os raios de luz e os convertem em trevas. Naqueles que foram dolosos e hipócritas, aparece uma coisa dura e óssea, como ebúrnea, que reflete os raios de luz. Aqueles, porém, que estiveram no bem do amor e nos veros da fé, nesses o tal calo não aparece, porque sua memória interior transmite os raios de luz ao exterior, em cujos objetos ou idéias os raios terminam como em sua base ou como em seu humos e, ali, chegam a receptáculos agradáveis. Pois a memória exterior é o último da ordem em que as coisas espirituais e celestes suavemente terminam e residem, quando aí estão os bens e veros.

📚 Versão Impressa

Para estudo mais confortável, adquira esta obra em formato impresso.