. Os espíritos e anjos têm memória da mesma maneira que os homens, porque permanece neles tudo o que ouvem, vêem, pensam, querem e fazem; também por ela o seu racional é continuamente cultivado e isso eternamente. Assim é que os espíritos e anjos são aperfeiçoados em inteligência e sabedoria pelos conhecimento do vero e bem, igualmente aos homens. Que haja uma memória para os espíritos e anjos, foi-me dado saber também por muitas experiências, porque vi que de sua memória eram evocadas todas as coisas que pensaram e fizeram, tanto em público como no oculto, quando estavam com outros espíritos. E vi, também, que aqueles que estiveram em algum vero pelo bem simples foram imbuídos de conhecimentos e, por eles, de inteligência, sendo, por conseguinte, transportados ao céu. Deve-se saber, porém, que não se é imbuído de conhecimentos e, por eles, de inteligência além do grau da afeição do bem e do vero na qual estiveram no mundo e não além disso. Pois cada espírito e anjo permanece na quantidade e qualidade da afeição em que estiveram no mundo e essa é, em seguida, aperfeiçoada por implecção, o que também se faz pela eternidade, pois nada há que não possa ser implementado na eternidade. Com efeito, todas as coisas podem variar infinitamente, por conseguinte, serem enriquecidas por variedades, assim, se multiplicar e frutificar. Não há, jamais, fim algum para uma coisa boa, porque isso vem do infinito. Que os espíritos e anjos sejam continuamente aperfeiçoados em inteligência e sabedoria pelos conhecimentos do vero e do bem, veja-se nos capítulos onde se tratou da sabedoria dos anjos do céu (n. 265-275), das nações e povos fora da igreja, no céu (n. 318-328) e das crianças no céu (n. 329-345) e isso no grau da afeição do bem e do vero em que se esteve no mundo e não além disso (n. 349).