. É o amor reinante que permanece no homem após a morte e nunca é mudado na eternidade. Cada um tem muitos amores, mas todos se referem ao seu amor reinante e fazem um com ele, pois juntamente o compõem. Todas as coisas da vontade que concordam com o amor reinante se chamam amores, porque são amadas. Esses amores são interiores e exteriores; há os que são conjuntos imediatamente e os que o são mediatamente; há os próximos e os mais afastados e há os que servem de vários modos. Tomados em conjunto, constituem como que um reino, porque assim se acham ordenados no homem, ainda que o homem nada saiba, absolutamente, dessa ordenação. Mas alguma coisa lhe é manifestada na outra vida, pois segundo a ordenação deles há para o homem, ali, extensão do pensamento e da afeição: extensão nas sociedades celestes, se o amor reinante consiste de amores do céu, e nas sociedades infernais, se o amor reinante consiste de amores do inferno. Que todo pensamento e toda afeição dos espíritos tenham extensão nas sociedades, veja-se acima, no capítulo sobre a sabedoria dos anjos do céu, e no capítulo sobre a forma segundo a qual há, ali, consociações e comunicações.