. No que concerne ao primeiro estado, que é o estado dos exteriores, é a esse que o homem vem logo após a morte. Em cada homem, quanto ao seu espírito, há exteriores e interiores. Os exteriores do espírito são as coisas pelas quais este acomoda o corpo do homem no mundo, principalmente sua face, linguagem e gestos, para a convivência com os outros. Os interiores do espírito, porém, são as coisas que são de sua própria vontade e, assim, de seu pensamento, as quais raramente se manifestam na face, na linguagem o nos gestos, pois o homem se acostumou desde a infância a mostrar amizade, benevolência e sinceridade e a ocultar os pensamentos de sua própria vontade. Assim, por um hábito, vive uma vida moral e civil nos externos, seja qual for nos internos. Desse hábito resulta que o homem mal conhece seus interiores e também não lhes presta atenção.
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