. Deve-se saber que o homem é absolutamente tal qual é quanto aos seus interiores e não qual é quanto aos exteriores separados dos interiores. A razão é porque os interiores são o seu espírito e a vida do homem é a vida de seu espírito, pois daí o corpo vive. Também, por causa disso, qual é o homem quanto aos seus interiores, tal permanece na eternidade. Os exteriores, porém, como pertencem ao corpo, são separados após a morte e as coisas que por eles se aderem ao espírito são adormecidas e servem somente como plano aos interiores, como se mostrou acima, onde se tratou da memória que permanece no homem após a morte. Daí se vê quais são as coisas que são próprias do homem e quais as que não lhe são próprias, ou seja, que nos maus todas as coisas que são do pensamento exterior pelas quais falam e da vontade exterior pelas quais age não lhe são próprias, mas, sim, as que são de seu pensamento e vontade interiores.