. Após ter passado o primeiro estado, que é o estado dos exteriores – de que se tratou no capítulo precedente – o homem-espírito é introduzido no estado de seus interiores, ou, no estado da vontade interior e, assim, do pensamento interior em que estivera no mundo, quando, entregue a si próprio, pensava livremente e sem restrição. Nesse estado ele entra sem que o saiba, do mesmo modo que no mundo, quando retira o pensamento próximo da linguagem - aquele pelo qual vem a linguagem - passa ao pensamento interior e aí fica. Por isso, quando o homem-espírito se acha nesse estado, está em si mesmo e em sua vida mesma, pois pensar livremente pela própria afeição é a vida mesma do homem e é ele mesmo.