. Quando o espírito está no estado de seus interiores, então se vê claramente o que o homem tinha sido no mundo, porque então age pelo seu proprium. Aquele que, no mundo, esteve interiormente no bem age então racional e sabiamente e até mais sabiamente do que no mundo, porque está desprendido da ligação com o corpo e, assim, das coisas terrestres, que obscureciam e, por assim dizer, interpunham uma espécie de nuvem. Mas aquele que, no mundo, esteve no mal então age estúpida e loucamente e até mais loucamente do que no mundo, porque está no livre e não é coagido. Com efeito, quando vivia no mundo, era sensato nos externos, pois por esses externos fingia ser homem racional; por isso, quando os externos lhes são tirados, suas insanidades são reveladas. O mau que nos externos simulava um homem bom pode ser comparado a um vasilhame exteriormente limpo, polido e fechado por uma tampa, dentro do qual estão ocultos todos os gêneros de sujidades, conforme foi descrito pelo Senhor: “Sois semelhantes a sepulcros branqueados, que aparecem belos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos dos mortos e de toda imundície” (Mat. 23:27).