. Os que estão na iluminação vêem, além disso, que o bem e o mal são dois opostos e tão opostos como o céu e o inferno; vêem que todo bem é proveniente do céu e todo mal é proveniente do inferno; e como o Divino do Senhor faz o céu (n. 7-12), por isso do Senhor nada influi no homem a não ser o bem e, do inferno, nada influi a não ser o mal. Vêem que, assim, o Senhor continuamente retira o homem do mal e o conduz ao bem enquanto o inferno continuamente induz o homem ao mal. Se o homem não estivesse entre Um e outro, não haveria para ele pensamento algum nem vontade alguma, ainda menos livre algum e escolha alguma. Todas essas coisas existem para o homem pelo equilíbrio entre o bem e o mal. Por esse motivo, se o Senhor Se desviasse e o homem fosse deixado somente no mal, não seria mais homem. Por aí é evidente que o Senhor influi com o bem no homem, tanto no mau como no bom, mas com essa diferença, que tira continuamente do mal o homem mau e conduz continuamente o homem bom ao bem; e a causa dessa diferença está no homem, pois é o recipiente.