. Quando tal é o estado do homem após a morte, então não é mais um homem-espírito, como era em seu primeiro estado (de que se falou acima, n. 491-498), mas é realmente um espírito. Pois um espírito real é, na face e no corpo, correspondente aos internos que são de sua mente, assim, está numa forma externa que é um tipo ou uma efígie de seus internos. Tal é o espírito após ter passado o primeiro e o segundo estados, de que se tratou acima. Por isso, quando, então, se mostra aos olhos é logo reconhecido qual é, não somente pela face, mas também pelo corpo e, além disso, pela linguagem e pelos gestos. E então, como assim é em si, não pode estar em outra parte senão onde estão os que lhe são semelhantes. Existe, com efeito, uma comunicação das afeições e, assim, dos pensamentos de todos os modos no mundo espiritual. Por isso o espírito é levado aos seus semelhantes como se por si mesmo, porque o é por sua afeição e por seu prazer. Ele até se volta para lá, pois assim aspira a sua vida, ou tem uma respiração livre, mas não quando se volta para outra parte. Deve-se saber que a comunicação com os outros, no mundo espiritual, faz-se segundo a conversão da face; diante da face de cada um estão continuamente aqueles que estão consigo em um amor semelhante e isso em toda conversão do corpo (veja-se acima, n. 151). Assim é que todos os espíritos infernais voltam as costas ao Senhor, em direção ao escuro e o tenebroso que, ali, estão em lugar do sol e da lua do mundo, enquanto todos os anjos do céu se voltam para o Senhor como Sol e como Lua do céu (veja-se acima, n. 123, 143, 144, 151). Por aí, agora, pode-se ver que todos os que estão nos infernos se acham nos males e, assim, nos falsos e, também, que se voltam para os seus amores.
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