HH 556

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. O amor de si é querer bem a si somente e não aos outros, a não ser por causa de si; nem mesmo à igreja, à pátria ou a sociedade alguma, como também lhes beneficiar somente por causa de sua própria reputação, honra e glória e, se não vir isso nos usos que presta, dizer em seu coração: “Que importa? Por que isso? E o há aí para mim”. E, assim, se omitir. Assim se vê que aquele que está no amor de si não ama a igreja, nem a pátria, nem a sociedade, nem a uso algum, mas a si somente. Seu prazer é somente o prazer do amor de si; e, como o prazer que provém do amor faz a vida do homem, por isso sua vida é a vida de si; a vida de si é o proprium do homem e o proprium do homem, considerado em si mesmo, nada é senão o mal. Quem ama a si mesmo, esse ama também os seus, que são especialmente os filhos, os parentes e, em geral, todos os que fazem um consigo, a quem chama seus. Amar estes e aqueles é também amar a si, pois os vê em si, por assim dizer, e se vê neles. Entre esses a quem chama seus estão também os que o louvam, honram e cultuam.

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