. O amor de si é, também, tal que, quanto mais se lhe afrouxam os freios, isto é, quanto mais são removidos os vínculos externos que são os temores da lei e de suas penas, da perda da reputação, da honra, do ganho, das funções e da vida, mais se precipita, até que finalmente quer mandar não somente em todo o globo terrestre, mas também em todo o céu e no Divino mesmo; não há para ele limite nem fim algum. Isto jaz oculto em cada um que está no amor de si, ainda que não seja evidente diante do mundo, onde os vínculos mencionados o retêm. Que isso seja assim, ninguém pode deixar de ver nos poderosos e reis, para quem não há tais vínculos e freios, que se precipitam e subjugam províncias e reinos e, quanto mais têm sucesso, mais aspiram ao poder e à glória além dos limites. Que isso seja assim, é ainda mais claramente manifesto pela Babilônia de hoje, que estendeu seu domínio ao céu e transferiu para si todo o poder Divino do Senhor e continuamente cobiça mais. Que esses sejam inteiramente contra o Divino e contra o céu e a favor do inferno, quando vêm à outra vida após a morte, veja-se no opúsculo Do Juízo Final e da Babilônia Destruída.