. Visto que a cobiça de fazer os males que são provenientes do amor de si e do mundo se entende pelo “fogo infernal” e como essa cobiça é de todos nos infernos (veja-se no capítulo precedente), por isso, também, quando os infernos são abertos, aparece como que um fogo com fumaça como o dos incêndios, um fogo denso dos infernos onde reina o amor de si e um flamejante dos infernos onde reina o amor do mundo. Quando, porém, são fechados, o fogo não aparece ali, mas, em seu lugar, algo como uma obscuridade que é condensada pela fumaça. Por dentro, porém, o fogo sempre abrasa, o que também foi percebido pelo calor exalado dali, calor esse que é como da combustão após um incêndio, em alguns lugares como de uma fornalha aquecida e em outros lugares como de um vapor de banho quente. Esse calor, quando influi no homem, excita-lhe cobiças: nos maus, ódios e vinganças e nos doentes, insanidades. Esse fogo ou esse calor está naqueles que estão nos amores acima mencionados, porque estão ligados aos infernos quanto aos seus espíritos, mesmo enquanto vivem no corpo. Mas deve-se saber que aqueles que estão nos infernos não estão no fogo; o fogo é uma aparência, porquanto não se sente queimadura alguma ali, mas somente um calor como dantes no mundo. Que pareça um fogo, é por causa da correspondência, pois o amor corresponde ao fogo e todas as coisas que aparecem no mundo espiritual aparecem segundo as correspondências.