. Por último, deve-se mencionar a idéia inata, que é proveniente do influxo do céu no homem, de sua vida após a morte. Havia alguns espíritos do povo simples que viveram, no mundo, no bem da fé. Eles foram repostos num estado semelhante ao que estiveram no mundo. Isto se pode fazer com cada um, quando o Senhor concede. Mostrou-se, então, que idéia tiveram a respeito do estado do homem após a morte. Disseram que alguns inteligentes no mundo lhes tinham perguntado sobre o que acreditavam sobre a sua alma após a vida no mundo; disseram que não sabiam o que é alma. Perguntaram-lhes, além disso, sobre o que acreditavam sobre o seu estado após a morte. Disseram que criam que viveriam espíritos. Então lhes perguntaram sobre qual fé têm sobre o espírito; disseram que é um homem. Interrogados de onde sabiam isso, diziam que sabiam porque assim é. Os inteligentes ficaram admirados que tal fé existisse nos simples e não neles. Assim tornou-se-me evidente que em cada homem que está em conjunção com o céu há uma idéia inata sobre sua vida após a morte. Esse inato não vem de outra parte senão do influxo do céu, isto é, pelo céu desde o Senhor, por meio dos espíritos que, do mundo dos espíritos, são adjuntos ao homem. E um fato notável é que esteja naqueles em quem o livre de pensar não foi extinto pelos princípios adquiridos e várias coisas confirmadas a respeito da alma do homem, que dizem ser ou um puro pensamento ou algum princípio animado a respeito de cuja sede eles pesquisaram no corpo; todavia, a alma não é outra coisa senão a vida do homem; o espírito é o homem mesmo e o corpo terrestre que o envolve no mundo é somente um serviçal pelo que o espírito, que é o homem mesmo, age adequadamente no mundo natural.