HH 603

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. As coisas que foram ditas nesta obra sobre o céu, o mundo dos espíritos e o inferno serão obscuras para aqueles que não estão no prazer de conhecer os veros espirituais, mas claras para aqueles que estão nesse prazer, principalmente para aqueles que estão na afeição do vero por causa do vero, isto é, aqueles que amam o vero porque é vero. Pois tudo o que é amado entra com luz na idéia da mente, principalmente quando se ama o vero, porque todo vero está na luz.

Extratos dos Arcanos Celestes sobre o livre do homem, sobre o influxo e sobre os espíritos pelos quais se fazem as comunicações.

Do livre
Que todo livre pertença ao amor ou à afeição, porque aquilo que o homem ama, isso ele faz livremente (n. 2870, 3158, 8987, 8990, 9585, 9591).
Como o livre pertence ao amor, por isso é a vida de cada um (n. 2873). Que nada pareça próprio se não for pelo livre (n. 2880).
Que haja o livre celeste e o livre infernal (n. 2870, 2873, 2874, 9589, 9590).
Que o livre celeste seja do amor celeste, ou do amor do bem e do vero (n. 1947, 2870, 2872).
E como o amor do bem e do vero é proveniente do Senhor, portanto o livre mesmo é ser conduzido pelo Senhor (n. 892, 905, 2872, 2886, 2890-2892, 9096, 9586, 9587, 9589-9591).
Que o homem seja introduzido no livre celeste pelo Senhor por meio da regeneração (n. 2874, 2875, 2882, 2892).
Que o homem deva ser livre para que possa ser regenerado (n. 1937, 1947, 2876, 2881, 3145, 3146, 3158, 4031, 8700).
Que, de outro modo, o amor do bem e do vero não pode ser implantado no homem e ser-lhe apropriado para que pareça seu (n. 2877, 2879, 2880, 2888). Que nada do que o homem faz por compulsão lhe seja conjunto (n. 2875, 8700).
Se o homem pudesse ser reformado por compulsão, todos seriam salvos (n. 2881).
Que a compulsão na reforma seja danosa (n. 4031).
Que todo culto pelo livre seja culto, mas não o que se faz por compulsão (n. 1947, 2880, 7349, 10097).
Que a penitência deva ser feita num estado livre e que não tenha valor a que se faz num estado compelido (n. 8392).
Quais são os estados de compulsão (n. 8392).
Que seja dado ao homem agir pelo livre, para que o bem lhe seja provido e que o homem esteja, por isso, no livre de pensar e de querer também o mal, bem como de também o fazer tanto quanto as leis o não impeçam (n. 10777).
Que o homem seja mantido pelo Senhor entre o céu e o inferno e, assim, no equilíbrio, para que esteja no livre por causa da reforma (n. 5982, 6477, 8209, 8987).
Que o que inseminado no livre permaneça, mas não o que for por compulsão (n. 9588).
Que, por isso, o livre nunca seja tirado de alguém (n. 2876, 2881). Que ninguém seja compelido pelo Senhor (n. 1937, 1947).
Que compelir a si mesmo seja pelo livre, mas não ser compelido (n. 1937, 1947). Que o homem deva se compelir para resistir ao mal (n. 1937, 1947, 7914).
E, também, para fazer o bem como por si, mas, entretanto, reconhecendo que o faz pelo Senhor (n. 2883, 2891, 2892, 7914).
Que o livre seja mais pleno no homem nos combates de tentação em que ele vence, porque então o homem se compele interiormente a resistir [aos males], ainda que pareça ser diferente (n. 1937, 1947, 2881).
Que o livre infernal seja ser conduzido pelos amores de si e do mundo e por suas concupiscências (n. 2870, 2873).
Que os que estão no inferno não conheçam outro livre (n. 2871).
Que o livre celeste seja tão distante do livre infernal, quanto o céu o é do inferno (n. 2873, 2874).
Que o livre infernal, que é ser conduzido pelos amores de si e do mundo, não seja o livre, mas a servidão (n. 2884, 2890).
Porquanto a servidão é ser conduzido pelo inferno (n. 9586, 9589-9591)
Do influxo
Que todas as coisas que o homem pensa e quer sejam provenientes de influxo; por experiência (n. 904, 2886-2888, 4151, 4319, 4320, 5846, 5848, 6189, 6191, 6194, 6197-6199, 6213, 7147, 10219).
Que seja pelo influxo que o homem pode intuir, pensar e analiticamente concluir sobre alguma coisa (n. 1285, 2888, 4319, 4320). Que o homem não possa viver um só momento, si lhe for tirado o influxo do mundo espiritual; pela experiência (n. 2887, 5849, 5854, 6321).
Que a vida que influi do Senhor seja variada segundo o estado do homem e segundo a recepção (n 2069, 5986, 6472, 7343). Que nos maus o bem que influi do Senhor seja mudado em mal e o vero em falso; pela experiência (n. 3642, 3743, 4632).
Que quanto mais o mal e o falso não impeçam, mais seja recebido o bem e o vero que influem continuamente a partir do Senhor (n. 2411, 3142, 3147, 5828).
Que todo bem influa do Senhor e todo mal do inferno (n. 904, 4151).
Que o homem hoje creia que todas as coisas estão em si e venham de si, quando, todavia, elas influem e que isto se saiba pelos doutrinais da igreja, que ensinam que todo bem é proveniente de Deus e todo mal proveniente do diabo (n. 4249, 6193, 6206).
Mas se o homem cresse segundo os doutrinais, então não se apropriaria do mal nem faria seu o bem (n. 6206, 6324, 6325). Quão feliz seria o estado do homem, se cresse que todo bem influi do Senhor e todo mal do inferno (n. 6325).
Que os que negam o céu, ou que nada sabem dele, desconheçam que exista algum influxo dali (n. 4322, 5649, 6193, 6479). O que é influxo, ilustrado por comparações (n 6128, 6190, 9407).
Que toda vida influa de uma primeira Fonte, porque vem daí; e que, assim, influa continuamente do Senhor (n. 3001, 3318, 3337, 3338, 3344, 3484, 3619, 3741-3743, 4318-4320, 4417, 4524, 4882, 5847, 5986, 6325, 6468-6470, 6479, 9276, 10196).
Que haja um influxo espiritual e não físico, assim, que haja um influxo do mundo espiritual no natural e não do natural no espiritual (n. 3219, 5119, 5259, 5427, 5428, 5477, 6322, 9109, 9100).
Que o influxo seja pelo homem interno no externo, ou pelo espírito no corpo e não o contrário, porque o espírito do homem está no mundo espiritual e o corpo no natural (n. 1702, 1707, 1940, 1954, 5119, 5259, 5779, 6322, 9380, 9110).
Que o homem interno esteja no mundo espiritual e o externo no mundo natural (n. 978, 1015, 3628, 4459, 4524, 6057, 6309, 9701-9709, 10156, 10472).
Que pareça que o influxo seja dos externos no homem interno, mas que seja um engano (n. 3721).
Que, no homem, o influxo seja em seu racional e, por este, nos conhecimentos e não o contrário (n. 1495, 1707, 1940).
Qual é a ordem do influxo (n. 775, 880, 1096, 1495, 7270). Que o influxo seja imediato do Senhor e, também, mediato, pelo mundo espiritual ou o céu (n. 6063, 6307, 6472, 9682, 9683). Que o influxo do Senhor seja no bem que está no homem e, pelo bem, no vero, mas não o contrário (n. 5482, 5649, 6027, 8685, 8701, 10153).
Que o bem dê a faculdade de receber o influxo do Senhor, mas não o vero sem o bem (n. 8321).
Que o que influi no pensamento não prejudique, mas, sim, o que influi na vontade, porquanto isso é apropriado ao homem (n. 6308).
Que haja um influxo geral (n. 5850). Que esse seja um esforço contínuo de agir segundo a ordem (n. 6211).
Que esse influxo esteja nas vidas dos animais (n. 5850). E também nos sujeitos do reino vegetal (n. 3648).
Que também segundo o influxo geral o pensamento cai na linguagem e a vontade nas ações e nos gestos no homem (n. 5862, 5990, 6192, 6211).

Dos sujeitos
Que os espíritos enviados pela sociedades de espíritos a outras sociedades e também a algum espírito sejam chamados sujeitos (n. 4403, 5856).
Que as comunicações na outra vida se façam por tais espíritos emissários (n. 4403, 5856, 5983).
Que o espírito que é enviado e serve como sujeito não pense por si, mas por aqueles por quem é enviado (n. 5985, 5986, 5987). Muitas coisas sobre os espíritos (n. 5988, 5989).

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