. Após a visitação foi feita a destruição, pois a visitação sempre a precede. A visitação é o exame dos males, e quais eles são, e a separação dos bons de junto dos maus. Por conseguinte, os bons são retirados e os maus são deixados para trás. Quando a visitação foi concluída, houve grandes tremores de terra que os fizeram perceber que o Juízo Final estava próximo. O terror se apoderou de todos. Vi então que os que habitavam na região sul, principalmente os que estavam na grande cidade (da qual se falou no parágrafo 58), correram de lá para cá; uns se esconderam em criptas, outros nas adegas e nas cavernas onde estavam os seus tesouros, alguns levavam tudo que estava ao alcance das mãos. Mas depois dos terremotos levantou-se de baixo uma ebulição que destruiu tudo que estava na cidade e nos arredores. Depois da ebulição veio um impetuoso vento do leste que descobriu, balançou e pôs tudo abaixo, até às suas fundações. Então todos que lá estavam foram retirados de seus lugares e esconderijos e precipitados em um mar de águas negras. Os que foram precipitados nesse mar eram em número de muitas miríades. Depois, elevou-se de toda aquela região uma fumaça como a fumaça de depois de um incêndio; e finalmente um pó espesso que foi impelido pelo vento oriental para o mar e se espalhou por cima dele - porque todas as coisas que eles possuíam tornaram-se pó, juntamente com todos os seus tesouros e todas as coisas que chamavam santas. Se essa poeira foi espalhada sobre o mar é porque tal poeira significa o amaldiçoado. Em último lugar, foi vista uma negridão voar sobre toda essa região, a qual quando examinada mais detidamente pareceu como um dragão, sinal de que toda aquela grande cidade e toda aquela região fora feita em deserto. Que isso tenha sido visto é porque os "dragões" significam os falsos de tal religião, e a "sua morada" significa o deserto depois da sua destruição (como em Jeremias 9:11; 10:22; 49:33 e Malaquias 1:3). Viu-se também que alguns tinham como uma pedra de mó ao redor do braço esquerdo, o que era um representativo que eles tinham confirmado seus dogmas abomináveis pela Palavra, pois a pedra de mó significa tais coisas; portanto, ficou claro o que é significado por estas palavras no Apocalipse: "Um anjo levantou uma pedra como uma mó grande, e lançou-a no mar, dizendo: Assim com ímpeto será lançada Babilônia, cidade grande aquela, e não mais será achada" (18:21). Quanto aos que estavam no consistório, o qual também ficava na mesma região, porém mais próximo do leste, onde eles deliberavam sobre os meios de se aumentar a sua dominação e sobre os meios de se conter o povo na ignorância, e, por conseguinte, em obediência cega (sobre esse consistório ver o parágrafo 58 acima), não foram precipitados no mar negro, mas em um abismo que se abriu em comprimento e em profundidade debaixo e ao redor deles. Assim foi feito o Juízo Final sobre os babilônios na região sul. Mas o Juízo Final sobre os que estavam adiante, na região oeste, e sobre os que estavam na região norte, onde também havia uma grande cidade, foi feito assim. Depois, grandes terremotos abalaram tudo, até às suas fundações. São esses terremotos que se entendem na Palavra em Mateus 24:7; Lucas 21:11; e igualmente no Apocalipse 6:12; 8:5; 11:13 e 16:18 e nas proféticos do Antigo Testamento, e não terremotos em nossa terra. Um vento leste veio do sul, pelo oeste, para o norte e pôs a descoberto toda essa região; primeiro a que estava na frente da região oeste, onde moravam, debaixo da terra, as pessoas da Idade das Trevas; depois a grande cidade que se estendia dessa região pelo norte até o leste; e tendo tudo daquela regiões ficado nu, mostrou-se tudo à vista. Como, porém, não havia lá tantas riquezas, não se viu ebulição nem fogo de enxofre consumindo os tesouros, mas somente inversão e destruição, e depois uma exalação de todas essas coisas em fumaça; por que o vento leste continuou indo e voltando, e derribando, e destruindo e varrendo tudo. Os monges e o povo eram impelidos para fora aos miríades. Eles foram precipitados, uma parte no mar negro, no lado voltado para o oeste; uma parte no grande abismo do sul (do qual se falou acima); uma parte no abismo do oeste; e, uma parte nos infernos dos gentios, porque os que tinham vivido na Idade Negra eram, na maior parte, idólatras, semelhantes aos gentios. Também foi vista uma fumaça elevar-se de lá, dirigir-se para o mar, voar por cima dele e estender-se numa crosta negra; pois aquela parte do mar na qual eles foram precipitados estava coberta pelo pó e pela fumaça na qual se fizeram as suas habitações e as suas riquezas; por isso esse mar não pôde mais ser visto, mas em seu lugar apareceu algo como um solo preto, debaixo do qual estava o inferno deles. O Juízo Final sobre os que habitavam sobre as montanhas na região leste (sobre os quais também se pode ver no parágrafo 58), foi feito assim: aquelas montanhas foram vistas a cair no abismo, e todos que estavam em cima serem tragados. E foi visto que aquele que eles tinham posto sobre uma montanha, e que tinham aclamado como Deus, tornar-se negro e depois cor de fogo, e ele foi precipitado no inferno com eles, porque os monges de diferentes ordens que estavam sobre aquelas montanhas, haviam dito que aquele era Deus e que eles eram Cristo; e em toda parte onde eles haviam ido, tinham levado consigo a nefasta persuasão que eles eram Cristo. Finalmente, o Juízo foi feito sobre os que habitavam mais remotamente na região oeste, sobre montanhas ali; são eles os que são entendidos pela "mulher assentada sobre uma besta escarlata, que tinha sete cabeças que são sete montanhas" (de quem também se falou acima no parágrafo 58). As suas montanhas também foram vistas - algumas abertas ao meio - das quais se formou um imenso abismo em espiral, onde foram precipitados os que estavam em cima delas; outras montanhas foram arrancadas de suas fundações e tornadas de cabeça para baixo, de sorte que os seus cumes tornaram-se as suas bases. Os que estavam nas planícies foram inundados como por um dilúvio e recobertos; e os que dentre eles eram de outras regiões foram precipitados em abismos. Mas as coisas que são ditas agora são uma pequena parte de todas as coisas que vi. Mais será dito na explicação sobre o Apocalipse. Todas elas foram feitas e cumpridas no começo do ano de 1757. Quanto aos abismos no qual todos foram precipitados, exceto os que foram lançados no mar negro, eles são muitos; foram-me mostrados quatro. Um grande na região sul, em direção ao leste; um outro na região leste, voltado para o sul; o terceiro na região oeste, voltado para o norte; o quarto, mais adiante, no ângulo entre o oeste e norte. Os abismos e o mar são os seus infernos. Estes são os que foram vistos. Há, porém, muitas outras coisas que não vi, porque os infernos dos babilônicos são distintos segundo as diversas profanações das coisas espirituais que pertencem ao bem e ao vero da Igreja.