. VII. O estado dos que, sendo da Babilônia, vêm da terra após o Juízo. Desde que o Juízo Final se cumpriu, e que o Senhor, por meio desse Juízo, repôs todas as coisas na ordem, e todos que eram interiormente bons foram elevados ao Céu, e todos interiormente maus foram precipitados no inferno; não é mais permitido, como fora até então, que os Babilônios formem sociedades embaixo do Céu nem em cima do inferno; nem que tenham coisa alguma em comum com os outros. Mas tão logo eles chegam lá, o que sucede depois da morte com cada um, eles são totalmente separados. E depois de passarem certo tempo no mundo dos espíritos, eles são levados para os seus próprios lugares. Por isso, os que profanam as coisas santas, isto é, os que reclamam para si mesmos o poder de abrir e de fechar o Céu e remir os pecados - poder que pertence somente ao Senhor - e que põem as bulas papais no mesmo nível que a Palavra e têm o domínio como objetivo, são, desde o Juízo Final, remetidos imediatamente ao mar negro ou aos abismos onde estão os infernos dos profanadores. Mas do Céu me foi dito que os que são assim por essa religião não se importam com a vida após a morte, porque eles a negam de coração e pensam somente na vida no mundo, e, por conseguinte, eles não se importam com a sorte que os espera depois da morte, a qual, no entanto deve durar eternamente, e que eles dela escarnecem como de uma coisa fútil.
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