. Ainda mais, cumpre saber que esse Céu, que é chamado "primeiro", não consistiu de ninguém que vivera antes da vinda do Senhor ao mundo, mas de todos que haviam vivido depois de Sua vinda; pois, como se mostrou nos parágrafos 33 a 38, um Juízo Final é efetuado no fim de cada Igreja, e então o precedente Céu é abolido e um novo Céu é criado ou formado; por isso que desde o começo até ao fim de uma Igreja são tolerados todos que viveram em uma vida moral externa, e em piedade e santidade externas, embora não tenham estado em nenhum interno. Contanto, porém que os internos que pertencem aos pensamentos e às intenções tenham podido ser conservados nos vínculos pelas leis civis e morais da sociedade; mas no fim da Igreja os internos são descobertos, e então o Juízo Final se faz sobre eles. Daí vem que o Juízo Final já foi feito duas vezes sobre os habitantes desta terra, e que ele se faz agora pela terceira vez (ver parágrafo 46). Por conseguinte, por duas vezes um primeiro céu e uma primeira terra haviam passado e um novo Céu e uma nova terra tinham sido criados; porque o Céu e a terra são a Igreja em ambos os lugares, (como se mostrou nos parágrafos 1 a 5). Daí é evidente que o "novo Céu e a "nova terra", dos quais se fala nos profetas do Antigo Testamento, não são aquele "novo Céu" e aquela "nova terra" mencionados no Apocalipse; mas aqueles existiram anteriormente pelo Senhor quando Ele estava no mundo, e que o último existe por Ele agora. A respeito daqueles Céus lê-se nos profetas do Antigo Testamento: "Eis, Eu vou criar um céu novo e uma terra nova, não se lembrarão mais dos precedentes" (Isaías 65:17 e em outros lugares). "O céu novo e a terra nova que vou fazer" (Isaías 66:22); e, além disso, em Daniel.
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