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O Juízo Final - E a Babilônia Destruída
Emanuel Swedenborg
Ocorrido no mundo espiritual em 1757
E mandará seus anjos com grande voz de trombeta, e ajuntarão seus escolhidos desde os quatro ventos, desde um fim dos céus até o outro. (Mateus 24:30)

. Houve muitas razões para que tais sociedades ou tais céus tenham sido tolerados. A principal delas é que pela santidade externa - e pelo sincero e justo externos - eles foram conjuntos aos simples que eram bons que estavam no último Céu ou no mundo dos espíritos, não tendo estes ainda sido introduzidos no Céu; porque que no Mundo Espiritual há comunicação de todos e, por conseguinte conjunção com os semelhantes, e os simples que eram bons que estavam último Céu e os que estavam no mundo dos espíritos, prestavam mais atenção aos externos, mas, contudo, não eram interiormente maus. Se, pois eles fossem forçosamente separados daqueles antes do tempo determinado o Céu sofreria em seus últimos, e é sobre o último que o Céu superior subsiste como sobre a sua base. Que seja por essa razão que eles foram tolerados até o último tempo, o Senhor o ensina por estas palavras: "Aproximando-se os servos do pai de família disseram-lhe: Por ventura não foi a boa semente que semeaste no campo teu? De onde, pois é o joio? E disseram: queres pois que vamos e o colhamos? Mas ele disse: Não, para que colhendo o joio não arranqueis com ele o trigo deixai assim que ambos cresçam juntamente até a colheita, e no tempo da colheita direi aos segadores: Colhei primeiramente o joio, e ligai-o em feixes para queimá-los, o trigo, porém, recolhei-o ao celeiro. Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a semente boa são os filhos do reino, o joio são os filhos do mal; a colheita é a consumação do século; assim como se colhe o joio e é queimado ao fogo, assim será na consumação deste século" (Mateus 13:27 a 30, 37 a 40). O "fim do mundo" é o último tempo da Igreja; o "joio," os que são interiormente maus; o "trigo," os que são interiormente bons; a ação de "colher o joio atá-lo em molhos para queimar" é o Juízo Final {*16}. A mesma coisa é entendida pela parábola do Senhor, naquele mesmo capítulo, sobre os peixes de todo tipo colhidos por uma rede, dos quais os bons foram postos em cestos e os maus lançados fora; então se diz também: "Assim será na consumação do século; sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos" (versos 47 a 49). Eles são comparados a peixes, porque os peixes, no sentido espiritual da Palavra, significam os que são naturais e externos, tanto os bons quanto os maus. O que os justos significam, vê-se na nota abaixo {*17}.

EXTRATO DOS ARCANOS CELESTES.
{*16} Os "feixes" [molhos], na Palavra significam as disposições em séries dos veros e das falsidades no homem, por conseguinte, as disposições dos homens nos quais estão veros e falsos (parágrafos 4686, 4687, 5339, 5530, 7408, 10303). O "Filho do homem" é o Senhor quanto ao Divino Vero (1729, 1733, 2159, 2628, 2803, 2813, 3255 (3373?), 3704, 7499, 8897 e 9807). "Filhos" são as afeições do vero segundo o bem (489, 491, 533, 2623, 3373, 4257, 8649 e 9807); assim os "filhos do reino" são os que estão nas afeições do vero segundo o bem; e os "filhos do mal" são os que estão nas afeições da falsidade segundo o mal; daí estes são chamados "joio", e aqueles "boa semente", porque o "joio" significa a falsidade segundo o mal, e a "boa semente" é o vero segundo o bem: a "semente do campo" é o vero segundo o bem, no homem, pelo Senhor (1940, 3038, 3310, 3373, 10248 e 10249). "Semente" no sentido oposto é o falso segundo o mal (10249). A "semente do campo" é também a nutrição da mente pelo Divino Vero segundo a Palavra; e "semear" é instruir (6158 e 9272). A "consumação do século" é o ultimo tempo da Igreja (4535 e 10622).
{*17} "Peixes", no sentido espiritual da Palavra, significam os científicos que pertencem ao homem natural ou externo, e, por conseguinte também os que são naturais ou externos, tanto maus como bons (40 e 991). Os animais de todo gênero correspondem às coisas análogas que estão no homem (45, 46, 246, 714, 716, 719, 2179, 2180, 3519, 9280 e 10609). Na Palavra, são chamados "justos" aqueles aos quais são atribuídos a justiça e o mérito do Senhor, e "injustos" aqueles que atribuem a si mesmos a própria justiça e mérito (3648, 5069 e 9263).

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