Texto Completo
. Além disso, no que concerne ao novo céu, cumpre saber que ele é distinto dos céus antigos, isto é, os que existiram antes do advento do Senhor; todavia, eles são organizados de tal modo que constituem, juntos, um só. Que esse novo céu seja distinto dos céus antigos é porque nas Igrejas Antigas não houve outra doutrina senão a doutrina do amor e da caridade, e também não se conhecia doutrina alguma de fé separada. Daí também é que os céus antigos constituem a expansão superior, enquanto o novo céu constitui a expansão abaixo deles, pois as expansões do céu estão uma acima da outra. Nas expansões supremas estão os anjos que se chamam anjos celestes, dos quais a maior parte provém da Igreja Antiquíssima. Os que se acham ali são chamados anjos celestes por causa do amor celeste, que é o amor ao Senhor. Nas expansões abaixo desses estão os que se chamam anjos espirituais, dos quais a maioria provém da Igreja Antiga. Os que se acham ali são chamados anjos espirituais por causa do amor espiritual, que é a caridade para com o próximo. Abaixo destes estão os anjos que estão no bem da fé, que são os que viveram a vida da fé. Viver a vida da fé é viver segundo a doutrina de sua igreja, e viver é querer e fazer. Todos esses céus fazem, contudo, um só céu, pelo influxo mediato e imediato do Senhor. (Mas pode-se obter uma ideia mais plena a respeito desses céus pelo que foi mostrado na obra O Céu e o Inferno, no artigo ali a respeito dos dois reinos em que os céus foram distintos, n. 20-28, e no artigo sobre os três céus, n. 29-30; a respeito do influxo mediato e imediato, nos Extratos dos Arcanos Celestes, após o n. 603; e a respeito das Igrejas Antiquíssima e Antiga, no opúsculo O Juízo Final e a Babilônia Destruída, n. 46).