Dos Arcanos Celestes 34. Que os veros espirituais não possam ser compreendidos a menos que se conheçam estes universais: I. Que todas as coisas no universo se refiram ao bem e ao vero, e à conjunção de um e outro, para que sejam alguma coisa. Assim é em relação ao amor e à fé, e à sua conjunção. II. Que no homem haja a vontade e o entendimento, e que a vontade seja o receptáculo do bem, e o entendimento o receptáculo do vero; e que todas as coisas no homem se refiram a esses dois e à conjunção deles, assim como todas as coisas se referem ao bem e ao vero, e à sua conjunção. III. Que o homem seja interno e externo, e que esses sejam distintos entre si assim como o céu e o mundo, e, todavia, devam fazer um só, para que o homem seja verdadeiramente homem. IV. Que o homem interno esteja na luz do céu e o externo na luz do mundo, e que a luz do céu seja o Divino Vero mesmo, de que vem toda inteligência. V. Que haja correspondência entre as coisas que estão no homem interno e as que estão no externo, e que, assim, elas apareçam em ambos sob um aspecto diferente, a ponto de não serem distinguidas senão pela ciência das correspondências. A menos que se conheçam estas e muitas outras coisas não se pode obter e formar uma ideia a respeito das coisas espirituais e celestes a não ser como coisas ilógicas. Desse modo, os conhecimentos e as cognições, que são do homem externo, sem esses universais, pouco podem servir ao homem racional para entendimento e crescimento. Daí é evidente quão necessários são os conhecimentos. Nos Arcanos Celestes tratou-se muitas vezes desses universais.