NJDC 35

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Que o homem tenha duas faculdades, uma que se chama vontade e outra que se chama entendimento (n. 35, 641, 3539, 3623, 5969 e 10122). Que essas duas faculdades façam o homem mesmo (n. 10076, 10109, 10110, 10264 e 10284). Que o homem seja tal quais são essas duas faculdades nele (n. 7342, 8885, 9282, 10264 e 10284).
Que por elas o homem seja também distinguido das bestas, pelo fato de o entendimento do homem poder ser elevado ao Senhor e ver os veros Divinos, igualmente em relação à vontade, e perceber os bens Divinos; e que assim o homem possa ser conjunto ao Senhor por essas duas faculdades que o constituem; mas dá-se diferentemente com as bestas (n. 4525, 5114, 5302, 6323 e 9231). E visto que o homem pode assim ser conjunto ao Senhor, que ele não possa morrer quanto aos seus interiores, que são de seu espírito, mas que viva eternamente (n. 5302). Que o homem não seja homem pela forma, mas pelo bem e pelo vero, que são de sua vontade e de seu entendimento (n. 4051 e 5302).
Que assim como todas as coisas no universo se referem ao bem e ao vero, assim é no homem em relação à vontade e ao entendimento (n. 803 e 10122). Porque a vontade é o receptáculo do bem, e o entendimento é o receptáculo do vero (n. 3332, 3623, 5835, 6065, 6125, 7503, 9300 e 9930). Resulta no mesmo dizer vero ou fé, porquanto a fé pertence ao vero e o vero pertence à fé. E resulta no mesmo dizer bem ou amor, porquanto o amor pertence ao bem e o bem pertence ao amor, pois o que o homem crê, a isto ele chama vero, e o que o homem ama, a isto chama bem (n. 4353, 4997, 7178, 10122 e 10367). Daí se segue que o entendimento é o que recebe a fé, e a vontade é o que recebe o amor, e que a fé e o amor estão no homem quando estão neles, porque o homem não tem vida de outra parte (n. 7179, 10122 e 10367). E visto que o entendimento do homem pode receber a fé no Senhor e a vontade pode receber o amor ao Senhor, que ele possa ser conjunto ao Senhor pela fé e pelo amor, e quem pode ser conjunto ao Senhor pela fé e pelo amor não pode morrer na eternidade (n. 4525, 6323 e 9231). Que o amor seja a conjunção no mundo espiritual (n. 1594, 2057, 3939, 4018, 5807, 6195, 6196, 7081, 7086, 7501 e 10130).
Que a vontade do homem seja o ser mesmo de sua vida, porque é o receptáculo do bem, e que o entendimento seja o existir mesmo da vida daí, porque é o receptáculo do vero (n. 3619, 5002 e 9282). Assim, que a vida da vontade seja a vida principal do homem, e que a vida do entendimento proceda daí (n. 585, 590, 3619, 7342, 8885, 9282, 10076, 10109 e 10110); comparativamente, como a luz proveniente do fogo ou da chama (n. 6032, 6314). Que as coisas que vêm ao entendimento e ao mesmo tempo à vontade sejam apropriadas ao homem, não as que vêm somente ao entendimento (n. 9009, 9069, 9071, 9133, 9182, 9386, 9393, 10076, 10109 e 10110). Que se tornem a vida do homem as que são recebidas na vontade e, daí, no entendimento (n. 8911, 9069, 9071, 10076, 10109 e 10110). Todo homem é também amado e estimado pelos outros segundo o bem de sua vontade e, daí, seu entendimento, pois é amado e estimado aquele que quer bem e entende bem, e rejeitado e desprezado aquele que entende bem mas não quer bem (n. 8911 e 10076). Que o homem, após a morte, também permaneça como é sua vontade e, daí, seu entendimento (n. 9069, 9071, 9386 e 10153); e que as coisas que são do entendimento e não ao mesmo tempo da vontade desvaneçam, porque não estão no espírito do homem (n. 9282). Ou, o que resulta no mesmo, que o homem após a morte permaneça como é seu amor e, daí, sua fé, ou como é seu bem e, daí, seu vero; e que as coisas que são do vero e não ao mesmo tempo do bem desvaneçam, porque não estão no homem, portanto, não são do homem (n. 553, 2363 e 10153). Que o homem possa compreender pelo entendimento o que não faz pela vontade, ou, que possa entender o que não quer, porque é contra o seu amor (n. 3539).
Que a vontade e o entendimento constituam uma só mente (n. 35, 3623, 5835 e 10122). Que essas duas faculdades da vida devam agir como uma só, para que o homem seja homem (n. 3623, 5835, 5969 e 9300). Que haja um estado pervertido naqueles em quem o entendimento e a vontade não agem como um só (n. 9075). Que tal estado exista nos hipócritas, dolosos, insinceros e dissimulados (n. 2426, 3573, 4799 e 8250).
Que a vontade e o entendimento sejam reduzidos a um só na outra vida, e que não seja permitido ali ter uma mente dividida (n. 8250). Que todo doutrinal da igreja tenha consigo suas ideias, e por elas se percebe sua qualidade (n. 3310). Que seu entendimento seja segundo elas, e que sem uma ideia intelectual no homem não haja senão a ideia da voz e de uma coisa nula (n. 3825). Que as ideias do entendimento se estendam amplamente ao redor nas sociedades dos espíritos e dos anjos (n. 6599, 6600-6605, 6609 e 6613). Que as ideias do entendimento do homem sejam abertas na outra vida, e se apresentem ao vivo para serem vistas quais são (n. 1869, 3310 e 5510). Quais são as ideias que aparecem de alguns (n. 6200 e 8885).
Que toda vontade do bem e todo entendimento do vero sejam provenientes do Senhor, não tanto o entendimento do vero separado da vontade do bem (n. 1831, 3514, 5482, 5649, 6027, 8685, 8701 e 10153). Que seja o entendimento que é iluminado pelo Senhor (n. 6222, 6608 e 10659). Que àqueles que são iluminados o Senhor conceda ver e entender o vero (n. 9382, 10659). Que a iluminação do entendimento seja variada segundo o estado da vida do homem (n. 5221, 7012 e 7233). Que o entendimento seja iluminado na proporção que o homem recebe o vero na vontade, isto é, na proporção que quer fazer segundo ele (n. 3619). Que seja iluminado o entendimento dos que leem a Palavra pelo amor do vero e pelo amor dos usos da vida, mas não os que o fazem por amor da fama, da honra e do ganho (n. 9382, 10548, 10549 e 10551). Que a iluminação seja uma real elevação da mente à luz do céu (n. 10330); por experiência (n. 1526 e 6608). Que a iluminação do entendimento seja a luz do céu, assim como a luz do mundo é para a visão (n. 1524, 5114, 6608 e 9128). Que a luz do céu seja o Divino Vero, da qual vem toda sabedoria e inteligência (n. 3195, 3222, 5400, 8644, 9399, 9548 e 9684). Que seja o entendimento do homem que é iluminado por essa luz (n. 1524, 3138, 3167, 4408, 6608, 8707, 9128, 9399 e 10569).
Que o entendimento seja tal quais são os veros do bem pelos quais é formado (n. 10064). Que seja entendimento o que vem dos veros que procedem do bem, mas não o que vem dos falsos do mal (n. 10675). Que o entendimento seja ver os veros, as causas das coisas, a conexão e a consequência em série, pelas coisas que são da experiência e do conhecimento (n. 6125). Que o entendimento seja ver e perceber se algo é um vero antes de ser confirmado, mas não poder confirmar qualquer coisa (n. 4741, 7012, 7680, 7950, 8521 e 8780). Que a luz das confirmações sem a prévia percepção do vero seja a luz natural, também possível nos que não são sábios (n. 8780). Que ver e perceber se algo é um vero antes de ser confirmado exista somente naqueles que são afetados pelo vero por causa do vero, assim, nos que estão na luz espiritual (n. 8780). Que todos os dogmas, mesmo os falsos, possam ser confirmados para que apareçam como veros (n. 2243, 2385, 4677, 4741, 5033, 6865 e 7950).
De que maneira o racional do homem é concebido e nasce (n. 2094, 2524, 2557, 3030 e 5126). Que seja do influxo da luz do céu proveniente do Senhor, pelo homem interno, nas cognições e nos conhecimentos, que estão no externo, e da elevação daí (n. 1895, 1899 e 1902). Que o racional nasça pelos veros e não pelos falsos; assim, quais são os veros, tal é o racional (n. 2094, 2524 e 2557). Que o racional seja aberto e formado pelos veros do bem, e que seja fechado e destruído pelos falsos do mal (n. 3108 e 5126). Que o homem não racional seja o que está nos falsos do mal, e que, por isso, não seja racional pelo fato de poder raciocinar sobre qualquer coisa (n. 1944).
Que o homem dificilmente saiba distinguir entre o entendimento e a vontade, porque dificilmente pode distinguir entre o pensar e o querer (n. 9995).
É possível saber e concluir muitas coisas a respeito da vontade e do entendimento pelas coisas que foram referidas logo acima a respeito do bem do vero, se somente o bem for percebido em lugar da vontade e o vero em lugar do entendimento, pois a vontade pertence ao bem, e o entendimento pertence ao vero.
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