. Mas o amor do mundo não é oposto ao amor celeste no grau em que está o amor de si, porquanto não há nele tantos males encerrados. Esse amor é múltiplo: é o amor das riquezas, para elevar-se às honrarias; é o amor das honrarias e das dignidades, para se alcançarem riquezas; é o amor das riquezas por causa de vários usos com que se deleita no mundo; é o amor das riquezas por causa das riquezas somente (esse é o amor dos avarentos), e assim por diante. O fim pelo qual se buscam as riquezas se chama usos, e é do fim ou dos usos que o amor tira a sua qualidade, pois qual é o amor, tal é o fim pelo qual existe; as coisas restantes lhe servem como meios.