. Que seja o amor que faz com que alguém seja o próximo, e que cada um seja o próximo segundo a qualidade de seu amor, é claramente evidente por aqueles que estão no amor de si. Esses reconhecem como próximos aqueles que o amam mais, isto é, o quanto são seus. A esses eles abraçam, a esses beijam, a esses beneficiam e a esses chamam de irmãos. E mais, como são maus, dizem que esses são o próximo mais do que os outros. Têm os demais como próximos conforme se amam, assim, segundo a qualidade e a quantidade do amor. Esses tais tiram de si mesmos a origem do próximo, porque é o amor que faz e determina isso. Aqueles, porém, que não se amam mais do que aos outros – como são todos os que são do reino do Senhor – tiram a origem do próximo d’Aquele a quem se deve amar acima de todas as coisas, assim, do Senhor; e têm como próximo cada um segundo a qualidade do amor ao Senhor e proveniente d’Ele. Por aí se vê donde o homem da igreja deve tirar a origem do próximo, e que cada um é o próximo segundo o bem que vem do Senhor, assim, segundo o bem mesmo.