. Aqueles que têm o amor de si e do mundo como fim não podem sequer estar na caridade, pois nem sabem o que a caridade é, e não compreendem absolutamente que querer e fazer bem ao próximo sem o fim de recompensa é o céu no homem, e que nessa afeição haja tanta felicidade quanto a dos anjos do céu, a qual é inefável. Com efeito, acreditam que, se forem privados do deleite advindo das honras e das riquezas, nenhum deleite existe mais, quando, todavia, nasce pela primeira vez o deleite celeste, que o transcende infinitamente.